Os “Contornos da Palavra”

OS “CONTORNOS DA PALAVRA” NA ESCOLA DR. CARTEADO MENA

A Biblioteca da Escola Dr. Carteado Mena estava cheia de luz nesta manhã onde os alunos lotaram o espaço aguardando a escritora Paula Ruivo, para uma sessão da 9ª. edição do “Contornos da Palavra”, onde a Junta de Freguesia teve a oportunidade de ser agraciada pelos livros que ofereceu.

Invocando Almada Negreiros, inspirador desta edição do “Contornos da Palavra” pelo “seu caracter multidisciplinar, pela sua atitude transgressora e desafiadora, pela sua totalidade enquanto artista”, a professora Carminda Lomba abriu a sessão falando de modernidade, de transgressão, de formas de construir o futuro. Seguidamente, deu a palavra aos alunos para que, também, eles pudessem exercer o “seu olhar, estabelecer pontes, criar conectividades”.

Foi quando irrompeu a voz segura da aluna Carolina anunciando os Diários de Leitura e uma dramatização feita pelos alunos num jogo de palavras entre o sim e o não entre amor e violência, num registo de encantamento, numa sedução que prendeu a audiência a caminho do “Não quero ser o que sinto…”.

Este “Não quero ser o que sinto…” é o título do livro da escritora Paula Ruivo, onde a autora explora o universo juvenil abordando a complexidade do bullying em contexto escolar e fornecendo ferramentas de prevenção, de consciencialização comportamental e de reação concertada.

A autora falou de esperança, dissecou o constrangimento social, trouxe o respeito à conversa. Disse que em 90% dos casos o agressor já foi vítima. E que por isso a duas partes: agressor e agredido, precisam de ajuda. Assim, aconselhou todos os alunos, sem receio, num ambiente discreto, a participarem factos que possam permitir a intervenção cuidada dos responsáveis da escola.

Apelou, também, a que apliquem nestes casos e noutros das suas vidas, a inteligência emocional, definindo-a como “a capacidade que nós temos de identificar os nossos sentimentos e os dos outros”.

Os alunos colaboraram ativamente na sessão, em tertúlia e, numa notável vontade própria, esqueceram o tempo de recreio para poderem ouvir a escritora.

Paula Ruivo terminou a apresentação definindo numa frase síntese o seu “Não quero ser o que sinto…”: este livro foi feito para compreender. Acrescentando que compreender não é justificar.

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